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Convite: PLANTIO DE ÁRVORES DIA 05/06/2017







Eu coordenador do Projeto REMOMA, biólogo Marcos Dias convido juntos a todos os voluntários para participar de mais um plantio de árvores nativas em parceria com a Secretaria de Educação, Secretaria de Meio Ambiente e Secret. de Parques e Jardins. Será nesta segunda feira as 9h dia Mundial de Meio Ambiente
Presença confirmada do Prefeito da Cidade de São Gonçalo Dr. José Luiz Nanci e Alguns Secretários
Veja no Convite!
E dia 25 estaremos realizando a nossa 36ª etapa que será no domingo mesmo horário


História do Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra









Gambiarra Ecológica

Diante dessa temporada de chuvas não podia deixar de aproveitar a ajudinha da natureza.
Na falta da bomba, a gente fica mas atento unindo o que temos e o que Ela tem a nos dar. Deu certo, com o caminho de agua que corre na pedra coloquei uma calha, que durante a chuva forma um filete que depois de horas corresponderá centenas de litros d'água. já temos ums 1500 litros.



Proposta do Projeto REMOMA

PROJETO REMOMA
Reflorestamento do morro da Igreja Matriz de São Gonçalo de Amarante
Linha de Pesquisa: Manejo e Conservação de Ambientes Naturais e Antropizados

CONCEITO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A educação ambiental é definida como um conjunto de processos a partir dos quais os indivíduos e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências (art.1º da Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA).
Segundo Oliveira, o ambiente é o homem e o seu lugar. Mais do que isso, é o homem no seu lugar, no seu entorno e a integração sistêmica que se dá entre o homem e o restante interativo, com as suas devidas funções orgânicas de auto-regulação. Para Guimarães, a educação ambiental é a busca da transformação de valores e atitudes pela construção de novos hábitos de conhecimentos. Para Edwards, na educação ambiental o conhecimento é a educação sobre o ambiente, enquanto os valores e atitudes positivas são uma educação para o ambiente. (In: Educação Ambiental Abordagens múltiplas)

1. APRESENTAÇÃO

O REMOMA, projeto de reflorestamento do morro da Igreja Matriz de São Gonçalo de Amarante, realizado por voluntários coordenados pelo biólogo Marcos Dias desde 2002, objetiva a recuperação da área do entorno da construção localizada no coração do município de São Gonçalo, a partir do plantio de mudas nativas do tipo Mata Atlântica, além de construção de viveiros de árvores e manutenção de cruzeiro comemorativo postado no alto do morro.
Desde então, mais de 200 árvores já foram plantadas com a ajuda de cerca de 200 voluntários, dentre as 1500 previstas para o plantio.
Importante ressaltar que a iniciativa contou com agentes de diferentes áreas de formação e segmentos da sociedade local e de forma voluntária.
Como ação voltada para valorização e qualificação ambiental assume relevante papel sócio-educacional, ecológico e cultural no município.

2. OBJETIVOS GERAIS

O REMOMA objetiva primordialmente a educação ambiental da comunidade em geral, estimulando uma consciência ecológica e ações nesse sentido, como exemplo plantio de mudas de árvores, manutenção e potencialização do viveiro.


3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Adequar a trilha já existente às normas técnicas de segurança para caminhadas ecológicas e atividades religiosas como a Via Sacra, procissões, etc.;
• Construir um Mirante, no outeiro da Matriz, com vista para a Cidade;
• Promover a iluminação do Cruzeiro, construído em 1947 em comemoração ao tricentenário da Igreja Matriz, bem histórico representado no Brasão do Município;
• Mobilizar a comunidade residente no entorno da área do Projeto, bem como comerciantes, estudantes e paroquianos no sentido de engajarem nos princípios do REMOMA;
• Realizar aulas e encontros de educação ambiental no local, em parceria com escolas, universidades e organizações em geral;
• Resgatar a importância social e ecológica daquele espaço pertencente à Paróquia, comumente invadido por construções irregulares, despertando uma consciência ambiental.

4. ATIVIDADES JÁ DESENVOLVIDAS PELO REMOMA


• Produção de mudas no viveiro através de sementes;
• Acompanhamento do desenvolvimento das árvores;
• Manutenção da trilha, do viveiro e das árvores;
• Limpeza da caixa d'água e do pequeno lago artificial que armazena a água da nascente temporária, onde se encontram peixes ornamentais;
• Rega das mudas do viveiro e das árvores em estágio de desenvolvimento através da água de chuva, captada pela calha natural da pedra direcionada para caixa d’água localizada no meio do morro;
• Preparação de berços (buracos) nos dias que antecedem os plantios;
• Realização das etapas do reflorestamento com princípios educacionais com o plantio de mudas nativas da mata atlântica em conjunto com a comunidade residente entorno do projeto, estudantes e a sociedade em geral;
• Caminhadas ecológicas ao topo do morro;

5. Justificativa

• Contribuição significativa na melhoria da qualidade do ambiente urbano da Cidade de São Gonçalo, tornando-o mais agradável e mais bonito;
• Seleção e fornecimento de cobertura vegetal com espécies nativas apropriadas para a situação local;
• Recuperação da paisagem, reconstituindo valores paisagísticos e ambientais, com vegetação de Mata Atlântica;
• Reabilitação ecológica da área, abrigando fauna típica da região;

• Influência do balanço hídrico, favorecendo infiltração da água no solo e provocando uma maior capacidade hídrica da nascente temporária existente na área do projeto e também uma evapo-transpiração mais lenta;
• Abrigo à fauna, propiciando uma maior variedade de espécies, conseqüentemente contribuindo positivamente para um maior equilíbrio das cadeias alimentares e diminuição de pragas e agentes vetores de doenças;
• Amortecimento de ruídos urbanos;
• Prevenção à ocorrência de erosão;
• Purificação do ar pela fixação de poeiras e gases tóxicos e pela reciclagem de gases através dos mecanismos fotossintéticos.
• Contenção de expansão desordenada de comunidades no coração da cidade.

6. CONCLUSÃO

Face a necessidade de se investir cada vez mais no meio ambiente, visando assegurar uma qualidade ambiental, justifica-se a realização deste projeto.
O morro da Matriz (atrás da histórica Paróquia São Gonçalo de Amarante), localizado no centro da cidade de São Gonçalo necessita de um olhar de especialistas para o agora e isso ficará evidente num futuro próximo.
Atualmente o descuido com o ambiente natural é claro, entretanto se o ciclo vicioso tiver uma ruptura, uma nova geração poderá perceber o valor do meio ambiente e poderá assim se encontrar como parte dele.
O ser humano, como animal pensante, precisa analisar as condições locais, estudar esta realidade, sonhar em dias melhores para assim fazer acontecer práticas ambientais, que classificam a sua natureza política. Ser político é pensar, analisar, sonhar e acreditar que é possível mudar. Façamos então política com educação ambiental.